“Pai, glorifica-me com aquela glória”

,,,,Agora, Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse”, João 17:5

Na superfície, pode-se facilmente levar as palavras de Jesus como se referindo a algo que ele já teve e não tem mais. Os trinitarianos imaginam que Jesus está falando de um “tempo” quando ele estava com o Pai na eternidade, quando então ele compartilhou essa glória com Ele.

Este é um dos versos preferidos dos patrocinadores da doutrina do Messias preexistente. Alguém já imaginou um Messias preexistente? Algo poderia soar mais confuso do que isto? Pode haver uma doutrina mais confusa do que aquela que afirma ter existido no céu alguém que a Bíblia garante que seria “semente da mulher”, descendente de Abraão e Davi?

Para muitos, se um Jesus preexistente tinha desistido de sua glória quando ele desceu do céu para ser encarnado, e ele está pedindo para que esta glória seja devolvida a ele, seria de se esperar que ele dissesse: “Agora, Pai, glorifica-me junto de ti mesmo , com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse”. Compare isso com 2 Timóteo 1:9, que diz: “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos”.

Não poderíamos fazer uma oração semelhante como a que Jesus fez em João capítulo 17 e dizer: “Eu te agradeço Pai pela graça que tive contigo antes do mundo existir?” Será que esta oração nos faz preexistentes porque tivemos graça aos olhos de Deus antes do mundo ser criado?

E quanto a Tito 1: 2? “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos”. Será que poderíamos orar como Jesus aqui também, dizendo: “Pai, glorifica-me com a vida eterna que tive contigo antes do mundo existir?” Esse tipo de oração nos faz preexistir na eternidade passada? Evidente que não. Como recebemos a PROMESSA dada a nós – desde antes dos tempos eternos – Cristo também recebeu a Glória PROMETIDA desde antes da fundação do mundo por suportar a cruz. Logo, em João 17:5, é evidente que Jesus estava simplesmente pedindo a glória que lhe foi prometida pelo Pai antes que o mundo existisse, e não que ele estava lá como um Filho preexistente.

Em João 17:22 Jesus diz: “E eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um”. E aqui, podemos fazer o mesmo, orando, “glorifica-me Jesus com a glória que tive contigo antes de ir para a cruz?” Ora, nós não vivíamos no tempo em que Jesus sofreu e morreu na cruz. Além disso, temos aqui uma promessa para ser ainda recebida no futuro, após a ressurreição e estabelecimento do reino de Deus.

Obviamente, Jesus, em João 17:5, está clamando pela promessa de Deus, que Deus prometeu em seu plano antes que o mundo existisse, que foi glorificá-lo com sua própria glória, para que o Filho do homem se tornasse o Filho Eterno de Deus na nova criação feita na perfeita imagem de Deus em justiça e imortalidade. Este é o real significado de João 17: 5, que não prova de forma alguma que Jesus preexistiu com Deus ao seu lado como uma pessoa divina na eternidade passada.

A palavra “eu tinha”, em “a Glória que tinha contigo antes do mundo existir”, é a palavra grega “eichon” , que significa manter, guardar como posse, como uma condição. Em outras palavras, Jesus está pedindo ao Pai para glorificá-lo com a glória que Deus prometeu e estava reservando para ele. Como nós não temos realmente, ou possuímos a vida eterna em nós ainda, mas este previlégio é colocado diante de nós como uma PROMESSA certa sendo reservada no céu esperando por nós, assim foi com Cristo na expectativa da sua oração pela glória que lhe era devida.

O léxico de Thayer, do grego para inglês, define essa palavra “eichon” de forma semelhante, que a grosso modo significa, “ter guardado”, no sentido de algo que está retido. Assim, João 17;5 poderia ser traduzido com muita facilidade da seguinte forma: “Glorifica-me com aquela glória que eu tenho guardada e reservada contigo antes do mundo existir”.

Quando Jesus foi glorificado

Jesus não foi glorificado até que Deus o ressuscitou dentre os mortos: “E isto disse ele do Espírito, que aqueles que acreditavam Nele estavam para receber, porque o Espírito Santo ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado”, João 7:39.

Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”, Lucas 24:26.

“… Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito dele, e que isto lhe fizeram”, João 12:16.

Portanto, quando chegou o momento, ele disse: “agora, Pai, glorifica-me …”, João 17:5.

A verdade da questão torna-se muito clara. Jesus estava ciente de que tinha sido amado por Deus antes que o mundo existisse. Pedro ensinou que o Senhor foi “conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” (1 Pedro 1:20). João descreve-o como “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Está aí a glória. A glória do Cristo recebida na ressurreição. O texto diz que isso foi prometido desde a fundação do mundo.

Jesus foi “morto desde a fundação do mundo?” Normalmente, sim, nos sacrifícios fornecidos, mas literalmente, não. Embora ele mesmo ainda não, no momento da oração, tivesse sido glorificado, as Escrituras enfatizam que Jesus obteve essa glória, prometida desde a fundação do mundo, ao completar na cruz a sua vitória sobre o pecado. O escritor aos Hebreus confirma: “Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hebreus 2:9)

Em Atos 3:13, referindo-se a ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, Pedro diz: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo“.

Na sua primeira epístola, Pedro diz novamente que Deus “o ressuscitou [Jesus] dentre os mortos e lhe deu glória…” (1 Pedro 1:21).

O próprio Jesus, falando com dois discípulos no caminho de Emaús enfatiza que a sua glorificação era posterior aos seus sofrimentos dizendo: “Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:26; ver também João 7:39, João 12:16).

As passagens anteriores demonstram que Jesus não pode ter literalmente usufruído de glória antes do seu nascimento, porque somente podia recebê-la depois de ter terminado o seu ministério com êxito. Tanto a existência de Jesus antes que o mundo existisse, como a sua glorificação, somente podem ter existido de forma antecipada na mente e propósito de Deus. Este propósito foi aos poucos revelado aos profetas. Falando do que ia acontecer, o Senhor disse. “O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito…” (Mateus 26:24).

Os versículos que são citados para apoiar a ideia da suposta “preexistência” de Jesus Cristo não indicam que ele realmente viveu no céu antes de nascer. Simplesmente enfatizam em linguagem figurada o fato que a aparição do Senhor Jesus na terra não foi uma coisa do acaso, mas um acontecimento que foi determinado e autorizado pelo seu Pai celestial desde antes da criação do mundo. Portanto, quando Jesus pediu ao pai para dar-lhe a glória que ele tinha com ele antes que o mundo começou, Ele não estava falando de uma época em que Ele viveu em um corpo de carne divina celestial ao lado do Pai, como segunda pessoa da trindade. A glória de que Jesus falou era a glória que Ele, como um homem, teria no cumprimento do plano de Deus preordenado para redenção da humanidade. Jesus olhou para a frente, e orou pedindo ao Pai para dar a Ele, para que Ele pudesse compartilhar com todos os crentes, “A glória que Tu me deste, eu lhes dei” (João 17:22).

Os seguidores de Cristo possuem esta glória agora? Não! Eles estão apenas “na esperança” dessa glória, “pelo qual também obtemos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”, Rom 5:2.

Como Cristo pode, então, afirmar ter dado a eles essa glória? Apenas no sentido de que ele prometeu, conhecendo de antemão que a quem é dada em promessa cumprirá as condições para recebê-lo, finalmente, na realidade. Assim, um seguidor que aceita a vinda de Cristo poderia falar como o Senhor, quando ele mesmo orou ao Pai:

Glorifica-me com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse“.

Deus conhece o propósito concluído, e sabendo que Ele quer trazê-lo para a consumação, é capaz de “chamar as coisas que não são como se elas fossem” (Rm 4:17). Observe também, que a Escritura fala de outros preexistentes, bem como Cristo. Considere o seguinte:

Dos crentes, Paulo escreveu: “Os que dantes conheceu“, (Rom. 8:29).

Ele já dantes os preparou para a glória“, (Rm 9:23 cf. 2 Tm. 1:9).

Ele também nos elegeu nele antes da fundação do mundo“, (Ef 1:4).

De Jeremias, o Senhor disse: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e te dei por profeta para as nações“, (Jeremias 1:5).

Mas quem iria disputar a preexistência de Jeremias e de outros crentes? Assim, a linguagem de João 17:5 deve ser entendida de uma maneira consistente com todo o contexto sobre ter sido Jesus a semente da mulher e não um ser preexistente. Certamente o contexto de João não deve ser usado para ensinar a preexistência de Jesus, pois se assim for, haverá sérios conflitos com muitas outras referências que falam dele como o filho de Davi que nasceu há mais de 20 séculos.

Por outro lado, Paulo, em Gálatas 1:15 afirma que quando Cristo voltar, aos seus seguidores será concedida uma glória “semelhante” a que foi concedida ao Filho. Eles vão ser “conformes à imagem do Filho de Deus, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Sua responsabilidade

É muito difícil livrar nossas mentes de preconceitos, mas é necessário se quisermos encontrar a verdade. No entanto, para milhões de cristãos não há problema algum em crer que um anjo, ou um ser preexistente, deve tornar-se um bebê, e ser obrigado a aprender de novo todas aquelas coisas que uma vez ele sabia.

Não, a verdade é simples e clara. O Espírito de Deus causou o nascimento de seu filho, e o fortaleceu em sua peregrinação diária para a vitória sobre o pecado. Ao fazê-lo, foi revelado o meio de vitória para cada um de nós: ajuda e força (Filipenses 4:13) divina. Um exame cuidadoso da Escritura vai mostrar que a doutrina da preexistência é tanto ilógica como falsa.

13 comentários em ““Pai, glorifica-me com aquela glória””

  1. Sua explicação esta equivocada. O que você me diz de joão 1: 1 ao 14
    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
    Ele estava no princípio com Deus.

    Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
    Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

    E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
    Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

    Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
    Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

    Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
    Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.
    Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

    Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
    Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

    E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

    João 1:1-14

    1. Sebastião Luis, tudo certo?

      O artigo sobre o prólogo de João está pronto. O título é “No Princípio” – João 1:1 – que princípio?

      Abraço, e fica na paz de Deus

      1. E como explicar filipenses 2:5-7 Tende em vos o mesmo sentimento que houve tambem em Cristo Jesus, o qual subsistindo em forma de Deus, nao reivindicou o ser igual a Deus, mas, pelo contrario , esvaziou-se a si mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos.E tambem 2 Corintios 8:9 Pois conheceis a graca de nosso Senhor Jesus Cristo , que sendo rico , tornou-se pobre por vossa causa, para que fosseis enriquecidos por sua pobreza.E Jesus jamais permitiria ser adorado se Ele nao fosse Deus: E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: verdadeiramente es Filho de Deus!(Mt 14:33); E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve!E elas aproximando-se , abracaram-lhe os pes e o adoraram.(Mt 28:9); Seguiram os onze discipulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhe designara.E quando o viram, o adoraram.(Mt 28:16-17); E mais uma vez , quando Deus introduz o Primogenito no mundo, declara: todos os anjos de Deus o adorem (Hebreus 1:6)

      2. Claudia de Coster, por gentileza, poderia a madame ler o artigo “Existindo em forma de Deus” (Fp 2: 6,7)?

        Agora, com relação aos seus argumentos de que Jesus foi adorado porque é Deus, não procede.

        Jesus não repreendeu àqueles que o “adoravam” porque não foi adoração!

        Todos que se prostraram diante de Jesus sabiam que o faziam diante de um homem. Ele era o Messsias esperado, o Rei de Israel. Eles viam diante deles o prometido, e não alguém transcendente, um ser divino disfarçado de humano. Ninguém tentou saber antes se ele tinha atributos divinos, confirmado por uma aparência ontológica externa, radiante, angelical ou algo semelhante que pudesse impressionar além do esperado. Era apenas o Messias.

        Provavelmente você ainda não percebeu que dentre os argumentos apresentados como defesa de que Jesus foi adorado porque era Deus, encontramos demônios o adorando.

        Demônios estão adorando a Deus!!!

        Demônios que rejeiaram a Deus enquanto no céu agora vieram adorá-lo na terra!!!

        “E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo… E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o” Marcos 5:1,2,6

        Se você entende que a palavra adoração deve ser aplicada em todas as passagens, então tem que admitir que Demônios adoraram Deus. Isso é inconcebível! Eles se rebelaram contra Deus, foram expulsos do seu domicilio, mas agora resolvem adorar Deus aqui na terra. A palavra prostrar-se não é suficiente para resolver o problema trinitariano. Eles fizeram dos demônios adoradores de Deus!!!

        É Isso que a tradução trinitriana confessa quando não respeita distinções para a palavra no original, que tem vários significados além de adorar, a saber: “reverenciar”, “receber respeitosamente”, “inclinar-se”, “prostrar-se” e etc. A falta de pesquisa e má tradução causou um prejuízo enorme para o entendimento do contexto.

        A insistente tradução de προσκυνέω (proskynô) por “adorar” em nossas Bíblias, em especial no NT, causou, inclusive, uma situação esdrúxula: Jesus estaria dizendo que certas pessoas deveriam adorar outras.

        Vemos isso em Ap. 3.9 “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.”

        Será que haverá pessoas que vão adorar os crentes da igreja de Filadélfia? Certamente a tradução do Peregrino deixa muito mais claro o sentido original: “Vê o que farei à sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus sem o ser, pois mentem: farei que venham prostrar-se a teus pés, reconhecendo que eu te amo.”

        Veja o exemplo dos magos; quando chegaram a Jerusalém eles perguntaram onde tinha nascido Deus ou o rei dos judeus? “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.” (ARC).

        Será que aqueles homens entendiam que o menino fosse o próprio Deus, nascido (?) por aqueles dias? Ora, não são os judeus monoteístas? Os pais da criança concordariam com um culto ao seu filho?

        E Herodes, desejava adorar Deus? Veja o que ele disse aos magos: “Voltem e me digam onde está o menino que vou também adora-lo”

        E os soldados romanos, também o adoraram como Deus? Eles ironizando diziam: “Salve, Rei dos Judeus … e postos de joelhos o adoravam”.

        É a mesma palavra grega usada para adorar em todos os argumentos dos trinitarianos. Eles escarneciam, mas mesmo assim o reverenciaram como como um rei dos judeus e não como um Deus cultual, até porque os romanos não tinham ao Pai de Jesus como seu Deus, nem a Jesus mesmo como Deus, mas como um provável rejeitado “rei dos Judeus”, e isso está explicitado na placa fixada na cruz: “ … por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS”

        Jesus foi acusado pelos fariseus de várias coisas, mas não me lembro deles o terem acusado de exigir adoração para si mesmo. Isso pode ajudar provar a que a atitude de várias pessoas, que pareciam adorá-lo, na verdade, não o faziam.

        Veja o caso do cego de nascença que fora curado por Jesus. Naquele relato – João 9:38-40 – voce pode ler: “Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou. E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos. E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos?”.

        Só isso? Eles viram o ato do cego “adorando” Jesus e não protestaram! Isso dá apedrejamento! Os judeus estavam doidos para incriminar o Senhor, mas agora veem alguém o adorando e não fazem nada! Se incomodarem apenas com a insinuação de que Jesus os havia chamado de cegos? Ora, que lástima!

        Isso foi por causa das nossas traduções trinitarianas que colocaram a palavra adorar onde não deveria estar.

        Qualquer um que o adorasse estaria em apuros, poderia ser morto por idolatria, mas isso não aconteceu com ninguém, nem mesmo quando lemos Mateus 8:2: “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”.

        A Bíblia de Jerusalém foi fiel ao original. Ela traduz: “quando de repente um leproso se aproximou e PROSTROU-SE diante dele dizendo: ‘Senhor, se queres, tens poder para purificar-me’”.

        Os judeus monoteistas estavam por toda parte vigiando e espreitando. Não admitiam nenhuma adoração se não a Deus.

        A mulher Cananeia de Mt 15:22-25 é outro exemplo. Diz o texto que ela também o adorou. Ela respeitosamente o intitula Senhor e filho de Davi, reconhecendo sua ascendência real. Ele o chama de Rei sem citar a palavra! Aquela mulher não o viu como Deus.

        Por essa razão, aqui, como em várias outras passagens, a expressão “prostrar-se” em reverência se encaixa perfeitamente ao contexto monárquico. Algo semelhante foi visto em Marcos 15:19, que por sinal denuncia a pobreza da tradução de nossas Almeidas para “adorar”, que faz vista grossa com relação ao verso 18 onde os soldados ironizam Jesus e o saúdam dizendo “Salve, Rei dos judeus”. Eles debocharam fazendo-se como reverentes a um rei.

        Isso pode explicar outro contexto: “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus”, Mateus 14:33. Filho de Deus é similar a Messias, Filho de Davi, Rei de Israel.

        Outros insinuam que o endemoninhado que Jesus livros dos demônios o adorou porque Jesus é Deus. Ele sabia que estava diante de Deus ou do Filho de Deus?

        Veja o texto: “Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.

        Ele estava diante do Filho de Deus e não diante de Deus!

        Não é adorou, é prostrou-se. O gesto de prostrar-se teve que ser visível para o ato ser reconhecido. Infelizmente as traduções trinitarianas preferiram “adorou” no lugar de prostrou-se.

        Outra referência aqui em Mateus 20:20 “Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido”.

        Ela não o adorou. Ela apenas prostrou-se em reverência para o pedido. Ela sabia diante de quem estava.

        Outra passagem é Lucas 24:50-52 “E levou-os fora, até betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém”.

        Aqui eu nem vou ter o trabalho de substituir adorar por prostrar, pois não consta nos melhores manuscritos exatamente a frase, “Adorando-o, eles”.

        Veja aqui se você é bom de Inglês: “They worshipped him — These words also are absent from most of the best MSS” – Veja o comentário da passagem de Lucas no site biblehub.

        Por esse motivo a New American Standard de 1977 traduz o versiculo da seguinte forma:”And they returned to Jerusalem with great joy”. Ou seja: “Eles retornaram para Jerusalém com grande alegria”.

        O mesmo princípio deve ser aplicado nas passagens citadas por você:

        “E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: verdadeiramente es Filho de Deus!” (Mt 14:33).

        “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve!E elas aproximando-se , abracaram-lhe os pes e o adoraram” (Mt 28:9).

        “Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhe designara. E quando o viram, o adoraram” (Mt 28:16-17).

        “E mais uma vez , quando Deus introduz o Primogênito no mundo, declara: todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6).

        E mais ainda; a Escritura deixa explícito que Jesus não estava no céu nos tempos do Velho Testamento: “Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem entre os seres celestiais pode ser semelhante ao Senhor?” (Salmos 89:6).

        Quando Jesus estava na terra ele garantiu que ele e o Pai são um, mas no céu ele nem pode ser visto em igualdade com Deus e nem ser semelhante a Ele por que?

        “Quem é como o SENHOR, nosso Deus, que habita nas alturas” (Salmos 113:15).

        O filho preexistente não é como o Pai e estava nas alturas com ele? Por qual motivo não foi mencionado?

        “Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?” (Salmo 71:19).

        Ninguém semelhante ao Pai? O Deus filho, talvez? E o Deus Espírito Santo?

        Se Davi aprendeu pelas Escrituras que havia um filho de Deus preexistente que foi criador do universo juntamente com o Pai em “façamos o homem”, e que ele foi um dos três anjos que visitou Abraão, e que ele também estava no céu, então essa segunda pessoa da Trindade tinha que ser muito bem conhecida do salmista. Porém, parece que ele o ignorou:

        “A quem tenho eu no céu senão a ti (Deus)? E na terra não há quem eu deseje além de ti” (Salmo 73:25).

        A verdade é que não havia filho preexistente. O único filho que Deus tinha, e PRIMOGÊNITO, era Israel: “… Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito” (Êxodo 4:22).

  2. Não sei como digerir esse seu estudo.Ao mesmo tempo que faz sentido, ainda não tenho certeza sobre a questão da pré-existencia de Cristo, já que era algo que até mesmo no judaísmo era crido em alguns textos.

    Mas vou tentando ir lendo aos poucos e pedindo direção a Deus.Já faz um tempo que não creio na Trindade, mas estava com dificuldade para entender se Jesus era apenas um ser criado antes da fundação do mundo,ou se ele era uma manifestação de Deus na terra

  3. Quem é Jesus pra você? Ele é Deus ou um ser criado? Você acredita que Jesus tinha duas naturezas que ele era homem e era Deus?
    Você é unicista ou unitarista?

    1. MESSIAS

      Quem é Jesus pra você?

      Jesus foi um ser humano, um homem nascido de mulher

      MESSIAS

      Ele é Deus ou um ser criado?

      Jesus não era Deus e nunca foi; Deus era, e é o Pai. Ele não foi um ser criado. Também não foi um anjo preexistente!

      Jesus não viveu antes de nascer em Belém – ele passou a existir somente depois que nasceu de uma mulher (Gálatas 4:4). Ou seja, quem possui árvore genealógica não pode ter existido antes dos seus ancestrais. E de fato, Jesus foi prometido como a semente da mulher: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, Gên 3:15. Isso mostrou que o Messias seria um descendente da mulher e, por definição, deve ser aquele que vem a existir após a existência do seu ancestral. Além disso, a inimizade não existia entre o Messias e a semente da serpente, mas era para ser uma hostilidade futura.

      Isaías atesta claramente que a origem do Messias teve início no ventre de sua mãe:

      “E agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo…”, (Isaías 49:5).

      DESDE O VENTRE !!!

      Parece que não havia nenhuma pessoa distinta do Pai no Antigo Testamento:

      “Quando Deus fez sua promessa a Abraão, jurou por si mesmo, tendo em vista não haver outro maior por quem jurar” (Hebreus 6:13).

      Com certeza você me diria que o Filho não é maior que o Pai, e por isso Deus não jurou por ele. Mas ele é semelhante ao Pai, não é assim que vocês entendem? Evidente que você dirá sim. Ele podia, pelo menos, se igualar a Deus, você vai me garantir com toda certeza. Porém, nem assim sua afirmação poderia ser aceita, pois a Escritura deixa explícito que Jesus não estava no céu nos tempos do Velho Testamento:

      “Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem entre os seres celestiais pode ser semelhante ao Senhor?” (Salmos 89:6).

      Quando Jesus estava na terra ele garantiu que ele e o Pai são um, mas no céu ele nem pode ser visto em igualdade com Deus e nem ser semelhante a Ele por que?

      “Quem é como o SENHOR, nosso Deus, que habita nas alturas” (Salmos 113:15).

      O filho preexistente não é como o Pai e estava nas alturas com ele? Por qual motivo não foi mencionado?

      “Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?” (Salmo 71:19).

      Ninguém semelhante ao Pai? O Deus filho, talvez? E o Deus Espírito Santo?

      Se Davi aprendeu pelas Escrituras que havia um filho de Deus preexistente que foi criador do universo juntamente com o Pai em “façamos o homem”, e que ele foi um dos três anjos que visitou Abraão, e que ele também estava no céu, então essa segunda pessoa da Trindade tinha que ser muito bem conhecida do salmista. Porém, parece que ele o ignorou:

      “A quem tenho eu no céu senão a ti (Deus)? E na terra não há quem eu deseje além de ti” (Salmo 73:25).

      A verdade é que não havia filho preexistente. O único filho que Deus tinha, e PRIMOGÊNITO, era Israel: “… Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito” (Êxodo 4:22).

      MESSIAS

      Você acredita que Jesus tinha duas naturezas que ele era homem e era Deus? Você é unicista ou unitarista?

      Não sou e nunca fui. Nunca fui TJ, Adventista, Comunista e nem Nazista. Migrei de uma Igreja Batista para uma Metodista e da Metodista tornei-me um desigrejado. Um desigrejado Antitrinitariano que jamais deixou de crer no Deus Pai e Criador, em seu Filho Jesus, o Cristo, e no Espírito Santo.

      1. E o que dizer de salmos 110:1 Salmo de Davi.Assim declarou o Senhor ao meu Senhor : “Assenta-te a minha direita e aguarda, enquanto de teus inimigos faco um objeto de descanso para teus pes!”

      2. Claudia de Coster, seja bem vinda

        Quem escreveu essas palavras foi o Salmista: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” Salmos 110:1

        Isso é um pronunciamento profético para tempos posteriores ou estava ocorrendo no céu?

        Se você entende que o Salmista relata algo acontecendo, como ele teve acesso ao diálogo?

  4. Boa noite Franco, excelentes textos.

    Deixo aqui uma simples observação. Assim escrito está de Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E ELE tem poder para dar a vida e também para tomá-la.

    Tendo você, fé no Pai, no Filho e na existência do Espirito Santo, e praticando o que está escrito a respeito das obras de santificação, com certeza no dia do julgamento final, o mesmo Senhor, constituído por Deus Pai para ser juiz dos vivos e dos mortos, com toda certeza, ELE, o Senhor Jesus, terá piedade de sua alma e concederá a ela a vida eterna.

    Quando puder faça uma visita sem compromisso em um dos cultos da CCB e você não vai se arrepender.

    Deus que te abençoe meu querido irmão.

  5. Complementando minhas colococações sobre a perfeita unidade entre o VT e o NT, gostaria de dizer-te que isso não é coisa da minha cabeça, mas o apóstolo Paulo também pensava da mesma maneira quando falou a seguinte frase: “Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da ROCHA espiritual que os acompanhava, e essa ROCHA era Cristo” (1 Coríntios 10:1-4).
    Está claro, nas palavras de Paulo, que a história do êxodo de Israel do Egito e as lições que os cristãos deveriam aprender sobre isso estavam na mente de Paulo nessa carta. Por isso é que ele se refere: (1) à nuvem que os protegia (ver Êxodo 13:21-22; 14:19-20, 24); (2) à milagrosa passagem de Israel pelo mar (Êxodo 14:24-30), e, no versículo 3, (3) ao maná fornecido sobrenaturalmente para alimentar os israelitas por quarenta anos (ver Êxodo 16:11-35).
    Paulo atribui a Jesus Cristo o título de “ROCHA espiritual” que viajava jutno dom os israelitas do Egito para a Terra Prometida (“estava lá com eles” – Bíblia Viva, “ia com eles” – BLH, e “que os acompanhava” – Nova Versão Internacional).
    Ou seja, Paulo está mostrando que a ROCHA física que Moisés golpeou para extrair a água era como um tipo ou símbolo de uma “ROCHA espiritual” superior que fornecia uma bebida espiritual, identificando-a como Jesus Cristo.
    O Livro de Deuteronômio faz revelações incríveis sobre a ROCHA. No capítulo 32, Moisés se refere repetidamente ao Deus de Israel, como sendo “a Rocha”. Veja com os prórios olhos:
    Porque apregoarei o nome do Senhor; engrandecei a nosso Deus.
    1 – “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é” (Deuteronômio 32:3,4).
    2 – “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação” (Deuteronômio 32:15).
    3 – “Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou” (Deuteronômio 32:18).
    4 – Nos versículos 30-31, Moisés compara a Rocha dos israelitas, seu Deus, aos deuses falsos e infiéis adorados pelas nações vizinhas: “Como pode ser que um só perseguisse mil, e dois fizessem fugir dez mil, se a Sua Rocha os não vendera, e o SENHOR os não entregara? Porque a sua rocha não é como a Nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disso” (Dt 32:30-31).
    Somente neste capítulo, Moisés se refere cinco vezes ao Deus dos israelitas como a ROCHA deles. Obviamente, Paulo, como um estudioso experiente da Bíblia, tinha isso em mente quando se referiu aos eventos do êxodo e da jornada no deserto, por isso nos disse que “essa ROCHA era Cristo” (1 Coríntios 10:4 NVI).
    Assim sendo, na minha humilde visão, Paulo não estava tratando de uma promessa futura, mas de alguém que acompanhava os israelitas e que os sustentava pelo deserto, operando a favor deles.
    Outras passagens do VT também fazem referência a essa ROCHA que operava a favor do povo israelita. Mais do que isso, a identificam com o próprio Yahweh (uma pessoa só, a mesma pessoa):
    1 – “Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha, de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor” (Salmos 78:35).
    2 – “Pois quem é Deus além do Senhor? E quem é Rocha senão o nosso Deus?” (2 Samuel 22:32).
    3 – “Mas o seu arco permaneceu firme; os seus braços continuaram fortes, ágeis para atirar, pela mão do Poderoso de Jacó,
    pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel” (Gênesis 49:24).
    4 – “Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna” (Isaías 26:4).
    5 – “O Deus de Israel falou, a Rocha de Israel me disse: ‘Quem governa o povo com justiça, quem o governa com o temor de Deus” (2 Samuel 23:3).
    6 – “Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro” (Salmos 40:2).
    7 – “Somente ele é a rocha que me salva; ele é a minha torre alta! Não serei abalado!” (Salmos 62:6).
    8 – “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Salmos 118:22).
    Agora, olha a revelação que Paulo faz acerca da pessoa de Cristo, que já era presente no VT: “E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes” (1 Coríntios 10:9). Paulo refer-se ao que ocorreu em Números 21:5-9, onde o povo se rebelou contra Deus e, como resultado, “o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam o povo” (versículo 6). Quem Paulo afirma que era o SENHOR ou Deus que os israelitas tentaram nessa ocasião? Paulo nos diz claramente que era Jesus Cristo!
    Posso estar errado, mas, salvo melhor juízo, quando paulo, sob a inspiração divina, diz em Colossenses 1:16 a respeito de Jesus, ele parece, claramente, estar dizendo que Jesus é o Criador de todas as coisas: “Porque n’Ele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele”.
    Ou seja, Paulo nos diz claramente (na minha opinião) que foi Jesus Cristo quem criou não apenas o universo físico (que vemos ao nosso redor), mas também o universo espiritual invisível (ou o reino angelical). Paulo nos diz que “tudo foi criado por Ele e para Ele”, sendo o SENHOR que interagiu com Moisés e os israelitas durante a jornada deles do Egito até a Terra Prometida.

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