Consequências de um grave erro

A Ortodoxia Protestante nos deixou um legado irreversível naquilo que diz respeito à humanidade de Jesus. Basta apenas pesquisar alguns volumes que logo vemos a mesma teologia tradicionalista de sempre: Jesus foi 100% Deus e 100% homem, concluem sem devaneio algum, sugerindo que Jesus foi um Deus-Homem quando aqui andou, meio homem e meio Deus, não sendo um ser humano. Este tipo de ortodoxia profissionalizada criou uma série de mau entendidos em torno da pessoa de Jesus de Nazaré. O que conhecemos foi padronizado e constitucionalizado como sagrado. Cristãos do mundo inteiro foram instruídos através de uma doutrina que parece ter sido fossilizada na rocha, estabelecida de acordo com as regras da envelhecida ortodoxia “cristã”, que  fez do Senhor Jesus  um homem Deus, o andróide que veio do céu.

Descobriremos que essa doutrina do homem divino não está de acordo com o contexto apresentado nas Escrituras sobre o Messias. Descobriremos também que esse legado foi passado de uma geração a outra  por tradições humanas oriundas da má interpretação de uma enorme quantidade de textos bíblicos. Tudo foi construído para ficar de acordo com o dogma do interprete primário, aquele adotado pelos velhos concílios eclesiásticos,  que definiu a crença da massa cristã popular concernente ao assunto tratado neste site. Na verdade, essa tradição doutrinária viciada, amedrontada e acuada pelo catolicismo romano, entrou por um atalho e fez com que  “o estudo” ficasse de acordo com a crença menos complicada. Negando-se a enfrentar o significado real da mensagem nas Escrituras, afundando todo o contexto num lamaçal de heresias, eles optaram por tomar como base a conclusão da opinião teológica popular, conhecida como a mais conveniente. Infelizmente  foi  dessa maneira que muitas heresias tiveram grande êxito no meio da cristandade.

Eu poderia parar este trabalho agora mesmo, mas não o farei, nem mesmo  por causa dos vários versículos que parecem perturbar a conclusão dos argumentos apresentados neste site. A propósito, será que  estas passagens querem dizer exatamente o que parecem dizer?

Caro leitor, o que há de  mais perigoso é o que mais se assemelha a verdade. É por isso que as falsificações religiosas são tão mortais e muitas vezes são tolerados e não identificadas e expostas. Isso acontece porque cristãos em geral têm medo de que serão mal compreendidos e rotulados de hereges quando desafiados a registrar a verdade, e, mesmo que percebam que é apenas uma linha fina que separa os melhores dos piores, muitos recuam, pois  temem ser acusados de atacar o verdadeiro quando são confrontados com algum argumento lógico e padronizado. Muitos cristãos sinceros argumentam que os textos são tão próximos a realidade, que não vêem problema algum em manter a mesma tese. Outros acreditam que a diferença envolve apenas sombras de significado no uso das palavras, e, por fim, abandonam a conclusão real, sem perceber que estavam descobrindo a cura para uma doença terrível, a heresia.

É possível que o nosso adversário realmente antecipou essas reações previsíveis humanas e tem habilmente criado desvios sutis da verdade que raramente são reconhecidas. Na verdade, eu acredito que ele seria insensato em não aproveitar a sua especialidade diante de seis mil anos “nas ciências da mente”. É por isso que o caminho do erro está sempre tão perto do caminho da verdade. Satanás tem apostado que o cristão médio será relutante em tomar uma posição contra algo tão próximo da verdade, especialmente se essa verdade envolve o sacrifício da Cruz, a vida imaculada do Filho de Deus associada a sua humanidade. Quem arriscaria estar em oposição às verdades e mistérios por trás daquilo que já foi anunciado pela massa teológica convencional? Parece muito mais seguro simplesmente tolerar a tradição que gira em torno do ensino sobre a divindade de Jesus do que o risco de ser mal interpretado ao atacar aquilo que muitos não consideram ser a falsificação quase perfeita.

Estou convencido de que Satanás inteligentemente produziu e popularizou um erro disfarçado, que conduziu a uma rede de erros intermináveis. E todos eles circulam em torno do tema mais caro, o mais mau entendido, o mais distorcido até por cristãos comprometidos com a justiça: a humanidade de Jesus e a Sua vitória sobre o pecado. Não pode haver dúvida de que a série de visões errôneas estão relacionados entre si por uma cadeia convincente da lógica humana e raciocínio. Se um ponto é verdade, então todos os outros pontos têm necessariamente de ser verdade também, acreditam muitos. Quem poderia descrever de verdade que Jesus era humano, nascido de uma mulher, uma descendente de humanos e caídos, condenados e sob juízo de Deus?

Embora a doutrina tenha criado uma enorme polêmica na Igreja atual, os cristãos mais modernos parecem aceitar a opinião padrão hoje sem pensar muito profundamente, e sem questionar. Fazendo isso, entram sem perceber em total acordo com o catolicismo romano e suas tradições que giram em torno do homem/Deus, que fez de Jesus um místico ser, uma divindade entidade, uma coisa do outro mundo. Tudo isso por causa do mau entendimento do que seja o pecado original. E a Igreja Católica foi tão longe na questão, que desenvolveu a forte doutrina do batismo infantil. E o que tem por trás desse batismo? Apenas pelo seu sacramento da aspersão poderia a maldição da culpa de Adão ser removido do bebê. Desde a salvação da criança, articulada em cima de um batismo adequado, a prioridade absoluta foi atribuído a esse ritual.

A doutrina do pecado original também deu origem ao dogma da Imaculada Conceição de Maria. Se cada bebê nasceu com a culpa em sua alma, alguma coisa teria que ser feita para preservar Jesus de ter sido gerado como os humanos debaixo de culpa. A solução católica foi criar a concepção milagrosa, mais milagrosa por causa da Maria divina, que, segundo os católicos, não conservou o efeito do pecado original. Assim, Jesus teria nascido de uma mãe especial, não terrena, diviníssima, sem participar da culpa de Adão, o que fez dele um  andróide santo  disfarçado de ser humano.

Como conseqüência de sua visão de Jesus como completamente diferente do homem, a Igreja Católica também introduziu o sistema ilegítimo de sacerdócio humano. Se o Filho de Deus não habitou neste mundo com a natureza dos humanos, então, a escada não tinha sido construída do céu a terra. O abismo ainda estava sem ponte entre o Deus santo e a humanidade caída. Assim, alguns meios suplementares foram fornecidos para complementar a ligação: Se  Jesus era [um] Deus quando aqui andou,  um homem celestial, então, foi necessário adicionar à fé dos pecadores os substitutos que pagariam a divida pelos pecados do mundo, que deveriam ser levantados dentre os humanos, dos descendentes dos nossos primeiros pais. Assim,  foram designados muitos outros sacerdotes, que ficaram conhecidos como mediadores terrenos, aptos ao sacrifício, pois alguém que não fosse Deus, ou um Deus, seria perfeito para substituir os pecadores.

Portanto, os humanos sentiram a necessidade de mostrar a Deus como os de baixo, os desta terra, são capazes de assumir a posição, pois, acreditando eles que Jesus mesmo venceu por ser Deus, ele não poderia ter sido o perfeito substituto dos pecadores caídos. A substituição que agradaria a Deus deveria ser tomada pelos santos gerados de mulher, alguns dentre os seres humanos. Assim, um papel de mediador foi pedido para aqueles que tinham morado em carne pecaminosa, e que deveriam ser canonizados pela igreja como santos no céu. Finalmente, também à mãe de Jesus foi concedido o estatuto de intercessora entre o homem e Deus.

O motivo pelo qual milhões de cristãos não confessam que Jesus veio em carne, não era humano e nem trouxe as sequelas dos nascidos em Adão, é muito mais perigoso do que se pode imaginar. Por trás disso tudo posicionaram a milenar doutrina dos intercessores capazes e justos por que sacrificaram suas vidas sendo feitos mediadores no lugar de Cristo. Por esse motivo, cristãos em geral erram sem perceber quando concordam com a tese de que Jesus era Deus quando aqui andou por acreditarem que ele era um ser diferente dos humanos –  uma criatura ontológica, que espalhava sinais miraculosos por que veio do espaço.

Isso me faz lembrar dos caçadores de sinais nos tempos de Jesus, os incrédulos judeus. Imagine agora com que mentalidade eles disseram estas palavras enquanto observavam o Messias…

Todavia bem sabemos de onde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é”, João 7:27. Observem a ênfase acrescentada que gera na imaginação judaica o homem misterioso, o esperado  deus do Olimpo, o andróide que vem do espaço. Provavelmente um ser humano não seria um perfeito substituto dos pecadores. Eles confessaram descaradamente o misticismo em sua crença: “… quando vier o Messias, ninguém saberá de onde ele é”. Não é de admirar o porque da religião oficial estar cheia de mediadores – afinal de contas ainda estão atrás de um substituto humano para quitar os pecados dos caídos em Adão.

Milhões dos chamados cristãos fecham os olhos para uma verdade essencial porque ignoram sem ressalvas a total humanidade do Senhor Jesus. Ele foi alguém nascido aqui; a Bíblia fala de seus irmãos e irmãs, cita seus parentes, entre eles tios e tias;  Ele também tinha uma profissão, a de carpinteiro, e residia numa cidade chamada Nazaré e, o mais incrível de tudo é que ele foi nosso salvador!

Quando olhamos profundamente para Jesus como o “… HOMEM aprovado por Deus” (Atos 2:22), que ofereceu sua vida por nós, devemos ser animados e fortificados na fé por saber que ele foi nosso substituto e deixar de lado o receio  de crer e falar de sua total humanidade, não tirando dele a qualidade principal para entendimento de todo o plano de Deus a nosso favor.

10 comentários sobre “Consequências de um grave erro

  1. Belo site amigo. Isso tudo é muito novo para mim! Não sou teólogo mas gosto de ler sobre o tema. Eu sempre acreditei na trindade e quando ouvi falar na possibilidade de que essa doutrina era uma farsa eu fui atrás de entender isso, tive dificuldade mas depois que comecei a ler as escrituras dentro do seu devido contexto original comecei a perceber o grande equívoco que a igreja gentílica comete. Todo mundo quando fica sabendo de alguma forma que eu não creio em trindade fica assombrado e sinto que se a inquisição estivesse ativa hoje eu já teria ido para a fogueira, mas dessa vez com os evangélicos ajudando a atear fogo!

    Conhece o livro Natividade de autoria de Geza Vermes? Recomendo, embora ele não seja um devoto cristão.

    1. Arquivo Biblico, meu bom amigo, muito grato pela visita.

      Verdade, caro amigo, quando lemos as Escrituras no seu devido contexto acabamos descobrindo que muito do que nos passaram não tem embasamento bíblico. Infelizmente hoje, muitos pastores e professores de escola dominical agem como os padres católicos da idade média: não deixam o povo ter acesso as Escrituras, dando-lhes uma interpretação limitada para vários contextos. Interpretações estas que tem origem em muitas tradições deixadas pela doutrina católica romana.

      Está ai um assunto difícil, a trindade, que na verdade faz desaparecer o Jesus de Nazaré, o Jesus histórico.

      Ainda não conheço o livro indicado por você, mas prometo que vou correr atrás dessa leitura.

      Abraços

    1. Boa tarde Wilson. Me perdoe por não ter lhe dado uma resposta ainda. Eu tenho algo sobre João sim, mas que precisa urgentemente ser editado.

      Vai estar pronto em breve …

      Fica na paz

  2. Muito do que li no seu site bate com minha linha de pensamento e entendimento das escrituras sagradas. Gostaria de saber qual a versão ou versões da bíblia você usa, comentários bíblicos, fontes de pesquisa e leitura que te ajuda a ter esse entendimento. Peço essa ajuda porque gastei algum dinheiro comprando bíblias de estudo, dicionários bíblicos, comentários bíblicos, a procura de conhecimento, porém como você mesmo citou muitos já estão contaminados com essa doutrina da trindade, na qual pelo que li e entendo não existe. Agradeço se puder me orientar com dicas de livros e fontes de pesquisa para aprimorar o conhecimento. O seu site a principio já se tornou para mim um desses instrumentos de pesquisa e vou divulgá-lo. Obrigado

  3. Olá,querido. Gostei muito dos artigos. Mas, pela biblia que temos hoje, essa visão terá um pouco de contradições, mas eu ainda prefiro ficar com as contradições da humanidade de Cristo do que as contradições da divindade(que são muito maiores), que o Senhor nos guie. Eu queria saber… O que o irmão pensa sobre o inferno?

    1. Hugo Stefano, seja bem vindo. Muito grato pela visita.

      Nós herdamos nossa fé do Catolicismo. Muita coisa que nos passaram estavam erradas. O Inferno é uma delas. Eu acredito que seria um susto para milhões de cristãos se descobrissem que o diabo não tem chifres, não tortura ninguém no inferno e nem está lá.

      Eu tenho pesquisado sobre o inferno, mas ainda não concluí meu artigo. Eu acredito que o ímpio vai viver separado de Deus tendo uma vida infinitamente inferior aos salvos. Vai ser um tormento para eles.

      Bem, vou lhe dar uma palavra sobre o inferno, mas também vou acrescentar algo sobre o aniquilacionismo. É impossível falar hoje sobre o inferno sem mencionar essa doutrina confusa que é o aniquilacionismo. Eles alegam que o ímpio não vai sofrer eternamente, mas será punido por um tempo e depois vai ser aniquilado, isto é, vai desaparecer, ser extinto.

      Nós precisamos tirar o quadro do inferno Católico/Dante da mente cristã. Não é fogo literal causando tormento físico.

      Apocalipse 20:15, diz: E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. Compare Apocalipse 20:10 com Ap 14:11.

      Apocalipse 14:11 fala dos ímpios que serão lançados no lago de fogo e diz que eles: “… não têm repouso nem de dia nem de noite…”. 

      Isso não significa ser torturado numa fornalha de fogo literal, pois diz o texto que eles “não tem repouso, nem de dia nem de noite”. Isso significa que eles não serão consumidos/aniquilados.

      E aqui o aniquilacionismo entra pelo cano, o qual diz que o castigo dos ímpios não será eterno, mas que depois de sofrerem por um tempo, por fim serão aniquilados, consumidos. Se eles serão aniquilados, então como não terão repouso nem de dia e nem de noite?

      A frase, “castigo eterno”, é comparável a “redenção eterna”, ou “salvação eterna”. Isso parece confirmar que o sofrimento dos ímpios também pode ser eterno.

      Observe que o tormento “de dia e de noite para todo o sempre” será a experiência dos injustos. Eles serão punidos com a destruição eterna e excluídos da presença do Senhor e da majestade do Seu poder. Além disso, faz sentido para o apóstolo descrever a extinção dos incrédulos como sendo excluídos da presença do Senhor? É evidente que pelo fato de eles serem excluídos de sua presença implica a existência deles.

      O perigo da interpretação aniquilacionista é justamente quando alega que os ímpios serão punidos por um tempo e depois serão aniquilados totalmente. Isto é, eles vão ser extinguidos no sentido de não existirem mais. 

      Nós entendemos que ser salvo também é ser salvo do julgamento justo de Deus. Desde que uma pessoa é punida por um tempo “no inferno” e depois é aniquilada, ela está sendo salva do justo julgamento de Deus por seu próprio sofrimento. 

      Então, de acordo com o aniquilacionismo uma pessoa peca, vai para o tormento, paga por seu próprio pecado por um tempo, e depois que pagaram o que era devido, eles param de existir. O que eles estão dizendo é que depois de terem sofrido, de acordo com a lei, eles são poupados do contínuo julgamento de Deus. 

      Se os aniquilacionistas estiverem certos, então os ímpios saem ganhando, pois eles estao dizendo que uma pessoa ganha o direito de não ser punida depois de sofrer o suficiente, e que depois elas desaparecem.

      Parece que as coisas para milhões de ímpios não serão tão catastróficas, já que eles ganham o direito de não serem mais punidos depois de sofrerem por um tempo. E pior: depois do castigo elas param de existir – são sequelas do purgatório católico.

      Isso significa que eles ganharam a suspensão da punição eterna, o que a Bíblia chama do sofrimento “de dia e de noite”, pois eles desaparecerão depois de terem sido punidos o suficiente.  É a mesma coisa de estar ganhando absolvição. Porque sofrendo por um tempo, você pagou o que é devido ao seu sofrimento, então, desaparece para sempre, sem existência consciente. Isso é terrível para a mensagem do arrependimento. Por que alguém deveria se arrepender agora se a punição vai se findar um dia?

      Mateus 25:46 fala do eterno castigo para sempre junto com a vida eterna. O tempo do castigo eterno termina junto com a vida eterna?

      “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). A mesma palavra grega é usada para descrever o tempo do castigo “eterno”, bem como a vida “eterna”. Não faz sentido dizer que o eterno castigo de alguém termina, pois não podemos assumir de forma alguma que a vida eterna dos salvos também termina.

      Se as Escrituras não dizem que os justos serão aniquilados, mas somente os injustos, deve significar que os injustos desaparecerão ou que estarão separados de Deus para sempre? Será que esse aniquilamento dos injustos nada mais é do que estar perdido para sempre, vivos e conscientes?”

      E mais, se TODOS OS HOMENS bons e maus se revestem da imortalidade na ressurreição – haverá ressurreição de justos e injustos (Atos 24:15; Lc 20:27-38. Atente para a expressão, “já não podem mais morrer” no verso 26) , então, como eles deixam de existir? Que tipo de imortalidade é essa? Não é só a ressurreição dos justos que será permanente, a dos injustos também (João 5:38,29). Compare com as palavras de Daniel: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.
      Daniel:12:2

      O corpo do homem não é imortal agora, mas será feito assim com todos, sejam bons ou maus! O homem sobrevive à morte conscientemente e depois na ressurreição é feito imortal!

      Marcos 8:48 diz que no tormento o verme não morre e o fogo não se apaga. Ninguém morre mais! Não há putrefação e nem segunda morte. A menção do verme deve apenas significar que não haverá vermes.

      Portanto, a punição deve ser perpétua, pois Marcos acrescenta que “o fogo não se apaga”. Em outras palavras, um fogo/tormento eterno para corpos eternos e imperecíveis.

      Agora, como seria o tormento “pelos séculos dos séculos” se os ímpios vão desaparecer? Ou pior, sempre vai haver um tormento ininterrupto, pois se o castigo, segundo o aniquilacionismo, é gradual, para alguns mais tempo e outros menos tempo, então o tormento vai perdurar por um bom tempo até Deus limpar toda a área depois de castigar o último pecador. Depois vai ficar só a fumaça do incêndio subindo pelos séculos dos séculos. É esse tipo de argumento que o aniquilacionismo tem que manter.

      “A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre”. Apo 14:11

      Para eles somente o lago de fogo vai existir pelos séculos dos séculos. E os indivíduos lançados ali não.

      “E o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos. Apocalipse”, 20:10

      Veja essa cena depois do Milênio que fala da SEGUNDA ressurreicao, a dos ímpios:

      “E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

      O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.

      E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

      E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo”, Apocalipse 20:12-15.

      Eles serão atormentados pelos séculos dos séculos, como diz Apocalipse 20:10. Não faz sentido algum desaparecer com todos e manter o lago de fogo existindo pelos séculos dos séculos somente com o diabo, a besta e o falso profeta.

      A fumaça fica pelos séculos dos séculos, mas os ímpios desaparecem. Essa a tese aniquilacionista.

      Se o tormento continua “de dia e de noite” torna a aniquilação impossível. Os que estão em tormento não “descansam” nem de dia e nem de noite. É punição perpétua mesmo! O texto não diz que haverá um fim para o tormento.

      Novamente Daniel: “E muitos dos que dormem no pó da terra devem despertar, alguns para a vida eterna, e alguns para vergonha e desprezo eterno” (Dan 12: 2).

      Se a vida eterna e ininterrupta, vergonha e desprezo também.

      Hoje você encontra milhões nas fileiras evangélicas que acham um absurdo Deus deixar pessoas sofrendo eternamente. O problema é que muitos ainda não resolveram sobre o que pode ser o tormento e onde vai ocorrer.

      Eu acredito que o ímpio vai viver uma vida muitíssima inferior aos salvos em algum lugar onde possam ser vistos (Apoc 14:10; Lc 16:23), mas o seu cotidiano será um verdadeiro inferno. Eles vão ressuscitar com os mesmos corpos que tinham antes. Viverão separados de Deus para sempre e sem esperança de resgate.

      O lago de fogo, ou o fogo mencionado, pode ser apenas uma figura para uma condição de tormento consciente em algum lugar. Ainda não sei onde.

      Fique na paz

      1. Olá, querido irmão. Obrigado pela resposta !
        Gostei da sua visão sobre o assunto e confesso que ultimamente estava inclinado ao aniquilacionismo, e me propus estudar um pouco sobre o assunto. Realmente é muito difícil para mim aceitar a condenação eterna, nem é por causa dos cristãos ou por causa dos ímpios, mas por causa daqueles que não são nem cristãos, nem ímpios, rsrs. É difícil aceitar que uma pessoa moralmente boa, sofra eternamente; esse mundo já é sofrido, terão que sofrer mais e eternamente ainda? Ainda que os sofrimentos entre eles sejam diferentes, só de serem banidos da face do Senhor dá pra imaginar o sofrimento do “menos ímpio”. Mesmo o princípio da dignidade de Jonathan Edwards ainda não me convenceu, mas estou aberto ao SENHOR, para que Ele me guie, e também aberto aos irmãos, para que sejam instrumentos da verdade. Enfim, gostei bastante dos seus artigos, cheguei aqui porque deixei de crer na trindade mas estava confuso quanto à natureza de Cristo, fui muito ajudado pelos seus escritos e, hoje, estou convicto da humanidade plena do Senhor. Congrego com os “Irmãos Abertos” e, ainda que sejam muito respeitosos às diferenças teológicas(mesmo sendo uma diferença tão significativa), me sinto um pouco sozinho. Estou aprendendo muito com os livros e pesquisa; acredito que o irmão seja um pesquisador, se o irmão puder auxiliar meus estudos indicando livros, artigos, vídeos, que o ajudaram em sua jornada, serei grato. Um abraço !

      2. Hugo, assista os vídeos que estão disponíveis nesse site. Vão lhe ajudar muito.

        Dê uma olhada em dois sites que administro, agrandecidade.com e
        sempredestinacao.wordpress.com

        No site A grande Cidade você vai encontrar vários artigos em PDF. Se desejar pode fazer o download de cada um. Tem muita informação boa ali.

        Quanto aos livros e outros sites eu posso lhe passar outra hora.

        Fica na paz

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